MOSAICO SERTÃO VEREDAS – PERUAÇU
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Floresta Modelo

Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu

 

Brasil

Localização

Estados de Minas Gerais, Goiás e Bahia

Extensão

4 000 000 ha

 

POPULAÇÃO

213 000

 

Ano de adesão à RLAFM

2013

CONTATO

 

Kolbe W. Soares Santos

kolbesantos@wwf.org.br

 

Cesar Victor do Espirito Santo

cesar.victor@funatura.org.br

 

SITIO WEB

 

http://mosaicosvp.com.br/

Antecedentes

¿Por que foi criada a Floresta Modelo Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu?

 

A Floresta Modelo Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu (MSVP) coincide com outra figura da gestão territorial brasileira, os Mosaicos de Unidades de Conservação. Ambas são plataformas semelhantes, com princípios alinhados e praticados no território. O Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu (Mosaico) é um conjunto de áreas protegidas localizadas nas margens esquerda e direita do rio São Francisco, entre as regiões norte e noroeste de Minas Gerais e parte do sudoeste baiano e leste goiano, que envolve unidades de conservação ambiental, comunidades tradicionais e a Terra Indígena Xakriabá, todos considerados áreas protegidas pela legislação ambiental brasileira. A diversidade ambiental da região, que abriga espécies endêmicas de flora e fauna do Cerrado, convive com a riqueza cultural dos povos tradicionais dos sertanejos, ribeirinhos e geraizeiros. A criação do Mosaico, reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente em 2009, busca conciliar a proteção da biodiversidade com a valorização cultural e social das comunidades, numa proposta de gestão integrada e participativa do território. O principal desafio do MSVP está associado à redução do desmatamento e degradação da paisagem.

 

¿Como foi concebida a iniciativa?

 

A criação do MSVP ocorreu naturalmente como uma extensão da Floresta Modelo APA Pandeiros (criada em 2005), pois todo o território do Mosaico praticava os princípios da FM. Em 2012, foi feita uma proposta de reconhecimento da área do Mosaico como FM, acompanhada de uma dissertação de mestrado de um pesquisador do CATIE, cujo objetivo era analisar as estruturas e o funcionamento das Florestas Modelo em comparação com a dos Mosaicos e fundamentar sua proposta para a aderir à RLAFM. O Conselho de Administração do MSVP conta com 50 membros, sendo 50% da sociedade civil organizada e os outros 50% de órgãos governamentais. Este Conselho de Administração aprovou o pedido de reconhecimento do Mosaico como Floresta Modelo.

Paisagem

¿Qual a sua diversidade biofísica?

 

Os quase 4 milhões de hectares da área de incidência do MSVP estão no território de 20 municípios dos Estados de Minas Gerais, Goiás e Bahia. A tipologia florestal predominante é o Cerrado (floresta seca), caminho (com função chave de conectividade), os babaçuais e pantanal (zona úmida). O clima predominante é o semiárido com temperaturas que variam entre 18 a 35°C. Além disso, apresentam uma diversidade de paisagens como Veredas (grandes áreas com predominância de aguaje ou buriti, em português), cachoeiras do Rio Pandeiros, grutas (cavernas) de Peruaçu e o Rio São Francisco, um dos principais no Brasil.

 

 

O território do MSVP é composto por 38 unidades de conservação, sendo 36 unidades de conservação (de uso sustentável e proteção integral) e 2 Terras Indígenas (etnia Xacriabá). Entre as Unidades de Conservação existem diversas categorias de manejo, como parques, reservas biológicas, refúgios de vida selvagem, áreas de proteção ambiental, reservas de desenvolvimento sustentável e reservas particulares do patrimônio natural. No MSVP você pode encontrar mais de 250 espécies de aves, com destaque para psitacídeos, um grande número de mamíferos como a onça, veado(Ozoteceros bezeoarticus),macacos e algumas espécies ameaçadas como o lobo guará(Chrysocyon brachyurus),o arara- azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) etamanduá-bandeira(Mymercófaga tridáctila). As principais espécies da flora presentes são a aroeira del serrato(Myracroduon urundeuva),barriguda(Chorysia insignis),pauterra(Qualea grandiflora),pequi(Caryocar brasiliensis),lobabaçu(Orrbygnia oleifera)e um grande potencial de plantasmedicinais. A área pantanosa, com área aproximada de 1.200 ha, é responsável por 70% da reprodução dos peixes do rio São Francisco.

 

¿Qual é a sua diversidade sociocultural e económica?

 

Os cerca de 220.000 habitantes do MSVP estão espalhados em uma variedade de comunidades tradicionais como quilombolas (descendentes de escravos), barranqueiros (vivem às margens do rio São Francisco), veredeiros (vivem perto das Veredas), indígenas Xacriabás, entre outros.

 

 

A produção agrícola predominante é soja, mandioca, feijão, arroz, milho e cana, embora também sejam cultivadas sementes de pastagens (Brachiaria bizantha),gado e eucalipto. Entre as principais atividades está a produção de carvão vegetal e a extração de pava d’anta(Dymorphandra mollis)e em menor escala pequí(Caryocar brasiliensis)eburiti(Mauritia vinifera). O sistema organizacional é a associação/conselho seguido pelos sindicatos dos trabalhadores.

Alianças


Visão

Território em mosaico desenvolvido de forma sustentável, integrando a gestão de unidades de conservação e demais áreas protegidas e proporcionando conectividade paisagística, uma por meio da gestão integrada de áreas protegidas, da implementação de práticas voltadas à proteção e conservação dos recursos hídricos, à sustentabilidade dos agronegócio, para o desenvolvimento de econegócios sociais ligados à extração racional de plantas, agricultura sustentável e orgânica, desenvolvimento do turismo ecocultural, valorização das tradições culturais e riquezas naturais, e geração de renda para os produtores

 

Missão

Gerar benefícios para o território, proporcionando uma gestão integral com governança de seu conselho consultivo, facilitando a captação e gestão de recursos com vistas à implementação de seu “Plano de Desenvolvimento Territorial com Bases de Conservação (DTBC)”.


 

¿Quem compõe o Sertão Veredas – Floresta Modelo Mosaico do Peruaçu?

 

Os parceiros do MSVP formam alianças para desenvolver ações alinhadas a um plano estratégico, chegando a um acordo sobre as funções de cada organização em relação a um determinado projeto. Atualmente, existem 50 organizações parceiras.

 

 

 

¿Como são tomadas as decisões?

 

Desde 2009, os aliados do MSVP fazem parte de um Diretório ou Conselho Consultivo, que se reúne a cada 3 meses e é renovado a cada 2 anos após a nova convocação. Nas reuniões são discutidos diversos temas e definidas diretrizes, moções, despachos e manifestações em geral. O Conselho do Mosaico vem realizando importantes debates desde sua instalação, dentre os quais se destacam: seminário sobre o eucalipto no território; implantação de PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) no Rio Carinhanha; seminários sobre uso e ocupação do solo no Mosaico; aprovação de aeronaves e projetos para o território; definição de formação; incêndios nas unidades que compõem o Mosaico; brigadas de incêndio; pesquisa em curso; sobreposição de terras indígenas no Parque Nacional e na APA Cavernas do Peruaçu; reforço da campanha de reconhecimento das Cavernas do Parque Nacional Peruaçu como patrimônio natural e cultural da humanidade; a execução de projetos importantes para o território; socialização de informações de interesse do Mosaico; Elaboração e aprovação do Plano de Desenvolvimento Territorial com Base na Conservação do MSVP (revisão e atualização); entre outros.

 

 

¿Quem forma o Conselho?

 

 

 

Sustentabilidade


Objetivos estratégicos

 

OE1: Promover a gestão integral do MSVP.

OE2: Promover o desenvolvimento do turismo sustentável na região, com o objetivo de valorizar as tradições culturais e as riquezas naturais.

OE3: Promover a implantação de práticas voltadas para a extração racional de plantas, gerando renda para os produtores.

OE4: Promover a implantação da agroecologia entre os produtores da região, principalmente os agricultores familiares.

OE5: Promover a implantação de práticas voltadas à agropecuária junto aos produtores com foco no agronegócio.

OE6: Promover a implementação de práticas voltadas à produção e conservação dos recursos hídricos no território.


 

¿Quais ações a Floresta Modelo realiza?

 

Pesquisa

 

Pesquisa de fauna em unidades de conservação do Mosaico, em parceria com o Instituto Biotrópicos de Pesquisa de Fauna, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a fauna da região e delimitar áreas para a definição de corredores ecológicos.

 

Formação e troca de experiências

 

Encontro de Mosaicos do Cerrado e Caatinga (2018),realizado em Januária/MG, entre os dias 10 e 11 de março, promovido pela World Wildlife Foundation (WWF), com o objetivo de trocar experiências entre diversos mosaicos de unidades de conservação brasileiras buscando fortalecer a envolvimento das comunidades locais na gestão destas áreas. Também estiveram presentes representantes de mosaicos de Minas Gerais e de todo o Brasil, de diversas UCs municipais, estaduais e federais, além de representantes da sociedade civil e comunidades locais.

 

Processos de gestão territorial e fortalecimento da governança

 

Gestão Integrada de Unidades de Conservação (UCS) (2018-2020) e demais Unidades de Conservação do Mosaico, em parceria com o WWF Brasil, apoiando as reuniões dos Conselhos das UCs do Mosaico, o fortalecimento do agroextrativismo, comunicação e capacitação em geral.

 

Elaboração do Plano de Desenvolvimento Territorial com Base na Conservação do MSVP para o período de 2021 a 2032, em revisão e atualização, em parceria com a Funatura e entidades colaboradoras que compõem o Conselho do Mosaico.

 

 

Projetos de desenvolvimento sustentável

 

Turismo Ecocultural de Base Comunitária (2012-2017), em parceria com o Instituto Rosa e Sertão.

 

Projeto Peruaçu do Programa Águas Brasil (2014-2016),em parceria com WWF e Cáritas Diocesana de Januária, consistiu em ações de proteção de nascentes, apoio à implantação de tecnologias sociais (cisternas, barraginhas, manutenção de bancos de sementes crioulas) e assistência em agroecologia na bacia do rio Peruaçu.

 

 

 

Projeto Ater Cerrado (2014-2016),que consistiu em assistência técnica e capacitação voltada ao uso sustentável de produtos do Cerrado em 4 projetos no território com foco em gestão, produção e comercialização, em parceria com a FUNATURA.

 

 

Desafios

Impactos no capital cultural

Igualdade de gênero

 

Inclusão de mulheres no trabalho de colheita, beneficiamento ou trabalho em cooperativas, a partir de ações relacionadas ao extrativismo agro-vegetal (uso sustentável dos recursos naturais) e turismo de base comunitária.

 

Impactos no capital humano

Fortalecimento das capacidades locais

 

As mudanças no Conselho de Administração favorecem a substituição e aumento de organizações e pessoas e, com isso, tem crescido a participação das comunidades, com maior número de cooperativas, organizações comunitárias e indígenas. Além disso, nesse sentido, as pessoas das cooperativas que integram o Conselho de Administração são mais empoderadas, pois encontram nele um espaço de escuta e consulta.

 

Impactos no capital natural

 

Conservação e gestão dos recursos naturais

Desde o início do MSVP, o número de Unidades de Conservação que fazem parte deste instrumento aumentou, assim como o número de planos de manejo em cada uma delas Isso tem um impacto positivo na proteção e gestão integrada das áreas protegidas, uma vez que marcam o caminho da sustentabilidade.

Impactos no capital político

Participação e incidência na tomada de decisão local

Em relação à maior participação das comunidades no MSVP, a FM também tem contribuído para o aumento da participação da população nos espaços decisórios e com a incidência desses espaços.

Melhoria das condições de vida

Melhor geração de renda para as famílias com ações de extrativismo (uso sustentável) dos frutos do Cerrado, e melhor acesso à água por meio da captação de águas pluviais.

 

Desafios

  • Adequação aos protocolos associados à pandemia de Covid 19 nas diferentes frentes de atuação, considerando principalmente ações de campo e ações de capacitação, assim como a troca de experiências.
  • Arrecadação de recursos financeiros para a implementação das ações contidas no Plano de Desenvolvimento Territorial em Base da Conservação do MSVP.

Outra informação