Chocó Andino
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Floresta Modelo

Chocó Andino

 

EQUADOR

Localização

Província de Pichincha,
Noroeste do Distrito
do Distrito Metropolitano de Quito

Extensão

126 296 ha

 

POPULAÇÃO

18 000

 

Ano de adesão à RLAFM

2016

CONTATO

 

Inty Arcos
Redbosques.nor@gmail.com

 

SITIO WEB

https://www.facebook.com/MCAEc

Antecedentes

¿Por que foi criada a Floresta Modelo Chocó Andino?

 

No Território Noroeste da Província de Pichincha, denominado “El Chocó Andino”, existe um remanescente de vegetação natural de aproximadamente 65.000 ha, correspondendo a 52% da área total da Floresta Modelo Chocó Andino (FMCA); Mais de 56.000 hectares correspondem a florestas úmidas (46%). Além disso, há mais de 20.000 hectares em regeneração natural (16%) e uma perda de 17.647 ha de floresta e vegetação de páramo (perda média anual de 767 ha). Neste quadro, o principal desafio do território FMCA é gerar um modelo alternativo de desenvolvimento que considere as particularidades da região, que se baseie na diversidade de ecossistemas ainda existentes, nas diferentes atividades produtivas, no fortalecimento das capacidades locais, na recuperação de ecossistemas e sobretudo aquilo que se integra numa plataforma de diálogo com todos os atores do território. A abordagem da FM é importante como plataforma através da qual se promove a articulação territorial em diferentes escalas. Com isso, as ameaças que pressionam o território e seus ecossistemas (mineração metálica em larga escala para exploração de ouro e cobre a céu aberto, desmatamento, contaminação de águas residuais, pesca ilegal, obras de infraestrutura sem estudos de impacto ambiental ou com estudos insuficientes, instalação de parque industrial sem planejamento prévio, crescimento urbano desordenado, dispersão institucional e falta de visão estratégica para planos, programas e projetos de financiamento de longo prazo) podem diminuir e resolver.

 

¿Como foi concebida a iniciativa?

 

A partir de 2013, organizações sociais de base com o projeto “Sustentabilidade Financeira do Sistema Nacional de Áreas Protegidas – SNAP” propuseram a incorporação do Equador à RLAFM. Iniciando um processo de planejamento entre os diferentes atores do território incluído (os representantes dos Governos Autônomos Descentralizados GAD), foi compartilhada a oportunidade de se tornar uma Floresta Modelo (FM) e a implicação de seus 6 princípios. Em março de 2014, foi realizado o Diretório RLAFM no Bosque Protector Mashpi, durante o qual houve um intercâmbio entre os membros da RLAFM e as comunidades locais, ACUS (Yunguilla) e Paróquias (Calacalí), sobre o interesse em ser uma FM. Paralelamente, a Secretaria do Meio Ambiente-MDMQ assinou um acordo de cooperação interinstitucional com o CONDESAN, cujo plano de trabalho incluiu a geração do arquivo FMCA, o apoio na formação da Mancomunidad del Chocó Andino e a inclusão de critérios de sustentabilidade territorial na atualização dos Planos de Desenvolvimento e Ordenamento Territorial das 6 freguesias do Noroeste. Até então pensava-se que a FM é líder a partir da ACUS, no entanto, em agosto de 2014 a vontade dos 6 presidentes dos GADs Paroquiais de Nanegal, Nanegalito, Pact, Gualea, Nono e Calacalí foi consolidada com a assinatura do Acordo que cria a Mancomunidad del Biorregión del Chocó Andino del Noroccidente de Quito, cujo objetivo é; “Consolidar a região como território produtivo, sustentável e biodiverso, em benefício das comunidades e da população que representam”, iniciando também a FMCA.

 

Paisagem

¿Qual a sua diversidade biofísica?

 

 

Os 124.296 hectares que compõem a FMCA estão localizados na província de Pichincha, no extremo noroeste do Distrito Metropolitano de Quito (DMQ) e correspondem ao território de 6 paróquias rurais: Calacalí, Nono, Nanegal, Nanegalito, Gualea e Pacto. Sua paisagem é um mosaico formado por vegetação natural (52%), áreas cultivadas (28%), vegetação em regeneração natural (16%). A FMCA está localizada no norte do Equador, na encosta do Pacífico da cordilheira ocidental dos Andes, na sub-bacia do rio Guayllabamba, que faz parte da bacia do rio Esmeraldas. Estando dentro das ecorregiões e pontos críticos de Tumbes – Chocó – Darién e Andes Tropicais, a FMCA possui grande biodiversidade e endemismo, com ao menos 6 espécies de mamíferos na Lista Vermelha da IUCN e mais de 526 espécies de aves (11 ameaçadas e 24 endêmicas). Un nivel global que se encuentra dentro de dos puntos críticos que corresponden a las ecorregiones previamente mencionadas. 60% do território está sob as diferentes modalidades de conservação e uso sustentável (3 Áreas de Conservação e Uso Sustentável – ACUS declaradas pelo Município do MDQ, 1 Reserva Patrimonial de Áreas Naturais do Estado, 8 Florestas Protegidas, 20 Reservas Particulares e Comunitárias). Além disso, o território da FM faz parte do Corredor Ecológico do Urso Andino (Tremartos ornatus), espécie local em perigo de extinção.

 

 

¿Qual é a sua diversidade sociocultural e económica?

 

 

As 6 sedes paroquiais que compõem a FMCA albergam cerca de 18.000 habitantes que se distribuem em 70 pequenos aglomerados humanos com centenas de habitantes cada. Quanto aos usos produtivos da terra, predominam as pastagens para criação de gado, com extensão aproximada de 27.500 hectares (22%). Outra cultura importante em nível paisagístico é a cana-de-açúcar, na parte baixa, com área de aproximadamente 5.800 ha (5%). Em menor escala há áreas de frutíferas, bananeiras, mandioca, café, cacau, palmito, milho, feijão, batata e plantações de espécies madeireiras. Existem também instalações para piscicultura e algumas fazendas de aves e flores, especialmente na parte superior.

É importante mencionar a presença de projetos hidrelétricos no território. Manduriacu (60 MW), no extremo oeste do território e que represa o rio Guayllabamba em sua confluência com os rios Manduriacu e Guaycuyacu; e Palmira – Nanegal (10 MW), que canaliza grande parte do fluxo do Rio Alambi na freguesia de Nanegal, numa extensão de 3 km.

 

Alianças


 

Visão

Ser até 2030 uma organização que apoia a governança participativa que alcançou a conservação das florestas, sua biodiversidade e mananciais, com um território sem atividades extrativistas; com sistemas produtivos e meios de subsistência regenerativos e resilientes; com identidades culturais próprias que garantem o bem viver.

 

 

Missão

Implementar na Floresta Modelo Chocó Andino seu Plano de Manejo alinhado ao Plano de Manejo da Mancomunidad, para proteger a biodiversidade e o meio ambiente; estimular o desenvolvimento produtivo regenerativo e resistente; facilitar o exercício de direitos e fortalecer as identidades culturais para o desenvolvimento integral de sua população, a articulação com o Estado, a sociedade civil e o setor privado.

 

 


 

¿Quem compõe a Floresta Modelo Chocó Andino?

 

 

¿Como são tomadas as decisões?

 

Existem 3 plataformas de coordenação e diálogo no território, cuja abrangência geográfica ultrapassa o território de uma freguesia e reúne diferentes atores:

 

O artigo 3º do Convenio de la Mancomunidad del Bioregión del Chocó Andino estabelece que “A Comunidade é constituída como uma entidade de direito público, com personalidade jurídica e patrimonial própria, autonomia orçamentária, financeira, econômica, administrativa e de gestão, sujeita ao regime das entidades do setor público do Estado. Em suma, a comunidade e os comitês existentes (ACUS e CEOA) são os órgãos de coordenação das diferentes escalas com áreas inter-relacionadas, porém, é necessário promover a formação de uma plataforma mais ampla que integre outros atores do território como instituições públicas vinculada aos setores estratégicos, CELEC, FONAG, GAD Provincial de Pichincha, cooperação, academia e principalmente associações produtivas e empresariais.

 

Note-se que o artigo 8.º do Convenio de la Mancomunidad prevê órgãos como os da comunidade, como a Direção-Geral como órgão de direção, e a Gerência-Geral como órgão de administração. Além disso, a Mancomunidad pode contar com o valor agregado ou apoiar as unidades governantes que julgar necessárias.

 

¿Quem compõe o Conselho de Administração?

 

A Diretoria do nível de governo conjunto funciona como um órgão que toma decisões no território da FM e propõe que uma equipe técnica de acordo com quem executa as ações. Essa equipe poderia ser composta e apoiada financeiramente pelo pessoal do SA, GPP e GADs individuais. Até que essa equipe técnica seja formada, a Comissão de Trabalho, eleita em reunião da comunidade em 1º de julho de 2015, composta por um membro, ficará em seu lugar.

 

 

Sustentabilidade


Objetivos estratégicos

 

01. Conservação e restauração do patrimônio natural, seus serviços ecossistêmicos e do patrimônio arqueológico

O2. Planejamento territorial e assentamentos humanos

03. Governança local e gestão interinstitucional

O4. Gestão da informação socioambiental, educação e comunicação (linha estratégica transversal)

O5. sustentabilidade financeira

 

A linha estratégica transversal engloba os processos de gestão da informação, disseminação do conhecimento, educação não formal (formação de promotores e lideranças sociais) e comunicação socioambiental com os atores locais, implementação de Boas Práticas Ambientais nos diferentes negócios, teatro, sensibilização e Fóruns de captação, rádios comunitárias, etc. Entre os temas para comunicar e aprofundar está a filosofia de vida dos Yumbos, referência identitária para as gerações atuais como um modo de vida sustentável com sua paisagem.

 


 

¿Quais ações a Floresta Modelo realiza?

 

Formação e troca de experiências

 

Festival del Chocó Andino (desde el 2018),em parceria com a Prefeitura de Quito, Red Jovenes del Chocó Andino, CONDESAN, RLAFM, MAC, Universidad Central e F. Imaymana. Este festival, realizado anualmente, é um espaço para tecer redes de gestão do conhecimento e apoio mútuo para a reativação, renovação, renascimento e reinvenção de processos organizacionais e produtivos sustentáveis e regenerativos. Em 2020, o festival abriu espaços de intercâmbio sobre temas como: juventude e agentes de mudança, gestão sustentável do território, defesa do território, governança socioambiental participativa, soberania alimentar, gênero e diversidade, gestão do conhecimento, turismo, articulação de pessoas e natureza, identidade e cultura viva. Mais informações em:

https://www.festivalchocoandino.com/

 

Red de Bosques Escuela del Chocó Andino (desde el 2018). As florestas escolares são espaços de aprendizagem inclusivos para o desenvolvimento de sensibilidades e conscientização sobre o ambiente natural que habitamos, onde a floresta é a sala de aula e os processos ecológicos são a principal fonte de conhecimento. Neles são adquiridas práticas de desenvolvimento pessoal e fomentadas a criatividade, o respeito, a autonomia e a resolução de conflitos para a construção de modos de vida pacíficos e não violentos. A rede colabora pedagógica e institucionalmente com as 6 florestas escolares (Chontaloma, El Porvenir, Intillacta, Pambliliño, Santa Lucía, Un poco del Chocó, Yakunina) e gera vínculos com instituições educacionais locais, nacionais e internacionais. Mais informações em:

https://bosquesescuela.com/quienes-somos/bosques-escuela/

 

Pesquisa

 

“Guía Metodológica para Restauración (2018) “, série técnica de 5 módulos para restauração de florestas tropicais montanhosas, com base em experiências práticas na Floresta Modelo e Biosfera do Chocó Andino, em aliança com CONDESAN, MCA, Universidad Central, Fundación Imaymana, este guia serviu também para difundir o tema por meio de treinamentos. http://www.bosquesmodelo.net/guia-para-la-restauracion-de-bosques-montanos-tropicales/

 

 

 

Processos de gestão territorial e fortalecimento da governança

 

Plano Especial de Uso e Ocupação do Solo do MCA,em parceria com CONDESAN, MCA, Universidad Central, Fundação Imaymana. Esforço de coordenação que inclui a compilação e sistematização de informações secundárias e oficinas participativas nas sedes das paróquias, bem como a validação por outros atores relacionados à gestão territorial (Comitês de Gestão de Áreas de Conservação e Uso Sustentável, Comitê Ampliado do Corredor Ecológico do Urso Andino e a Diretoria do MCA). O documento definitivo define as zonas-chave para a conservação e recuperação das funções ecológicas do território e recomendações para a regulação do uso do solo e zoneamento.

 

Projetos de desenvolvimento sustentável

 

RESTAURAcción (2021). Projeto que possui 4 componentes: 1) Fortalecimento da soberania alimentar na valorização e conservação da biodiversidade, e pesquisa de espécies vegetais comestíveis não convencionais com potencial de restauração, sua análise nutricional e reprodutiva; 2) Desenvolver capacidades técnicas para os impactos da restauração nas funções do ecossistema hídrico, em conjunto com a Rede Escolar da FMCA; 3) Fortalecer o conhecimento e a capacidade para promover processos de recuperação de terras e prevenção de sua degradação, capacitando agricultores em técnicas de cultivo sintrópico, com parcelas de demonstração; 4) Fortalecer a equidade de gênero por meio da liderança feminina.

 

 

 

Gestão de resíduos sólidos (2021),em parceria com CONDESAN, Comunidade de Chocó Andino e Fundação Imaymana; pretendendo gerar facilidades para a coleta, varrição e gestão de resíduos sólidos no Chocó Andino, parte da compra de 2 caminhões de coleta e a assinatura de um acordo de recursos para a própria gestão.

 

Fortalecimento da soberania alimentar e comercialização de produtos saudáveis no território (2020-2021),em parceria com F. Futuro, CONDESAN, Mancomunidad del Chocó Andino, Heifer e Fundación Imaymana; É um programa de soberania alimentar no Chocó Andino para garantir a qualidade alimentar durante a pandemia, estabelecendo alianças estratégicas com fornecedores locais.

Desafios

Impactos no capital social

 

Sinergia e articulação na gestão dos recursos naturais

 

A existência da Comunidade da FMCA tem facilitado o compromisso com a sustentabilidade do território através de estratégias de integralidade, e que se refletem na atualização do seu Plano de Gestão Territorial Sustentável (PGTS).

 

Impactos no capital político

 

Participação e incidência na tomada de decisões

 

A FMCA tem contribuído como plataforma de encontro de atores que canalizam e facilitam as demandas da população que vive nas freguesias do território. Diante da atividade mineradora, considerada uma ameaça à sustentabilidade dos recursos naturais do território, a Comunidade de Chocó Andino manifesta sua oposição.

 

 

Desafios

  • Consolidar uma base participativa e expansiva.
  • Preservar o patrimônio natural e ambiental.
  • Consolidar um território produtivo, sustentável e biodiverso, onde se promova o bem-estar local a longo prazo; com ações, projetos, programas e planos que integram as dimensões ambiental, econômica, social e cultural.

 

Outra informação